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Sou poeta e ex estudante de filosofia tenho por meta trazer textos de cunho filosofico e tambem poesias de autoria própria.Pretendo com este Blog, instigar o espirito critico dos leitores a um pensamento poético e filosofico.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O Nevoeiro.

Ola amigos!
Após algum tempo, trago um breve comentário sobre o filme "O Nevoeiro", um filme bastante interessante baseado em um texto do Stephen King, onde ele cria um evento apocaliptico para mostrar o quanto as pessoas se tornam monstruosas quando as coisas fogem da normalidade.
O filme começa quando um nevoeiro espesso cobre uma cidade, como todo texto do Stephen King esse nevoeiro tem em seu interior criaturas monstruosas, causando pânico nas pessoas, que ficam trancadas em um super mercado, dentre as pessoas trancadas estão um advogado importante, um artista plástico famoso, uma fanática religiosa e uma professora nova na cidade.Num dado momento do filme o artista plástico ouve um barulho estranho e avisa outras pessoas que estavam próximo dele para não levarem adiante o plano de ir na rua ligar os geradores, estes por sua vez preferem ignorar o que o homem disse "porque nenhum artista plástico famoso vai me dizer o que eu tenho que fazer", a inveja, e ao não ouvirem acabam fazendo com uma das criaturas do nevoeiro pegue um deles, o advogado por se achar importante demais para acreditar em monstros, mesmo vendo o pedaço de uma das criaturas prefere tentar sair do super mercado para buscar ajuda, ao ser questionado pelo artista plástico do porque insistir em sair ele deixa claro que prefere fazer papel de bobo a dar o braço a torcer e admitir que o nevoeiro esta repleto de criaturas, soberba, a fanática religiosa acredita ser o apocalipse e que Deus esta se vingando por todos os erros e pecados das pessoas e a medida que as coisas vão acontecendo as pessoas passam a acreditar nela e a venera-la como um semi Deus e é nesse momento que as pessoas monstram seu pior lado, liderados por ela eles esfaqueiam e colocam para fora da loja um rapaz do exercito por acharem que o nevoeiro era uma experiência do exercito e que por tanto sacrificar o rapaz acalmaria as criaturas, fé cega e infundada.
O artista plástico, a professora e mais 3 pessoas que se mantiveram racionais o filme todo traçam um plano, sair da loja e dirigir até onde a gasolina do carro aguentasse, talvez um plano não muito inteligente, mas se considerarmos que os outros, liderados pela religiosa estavam querendo dar a eles o mesmo fim que deram para o rapaz do exercito, era a única alternativa.
Por fim, após uma luta contra os outros e assassinarem a religiosa o artista plástico e os outros conseguem escapar, mas perdem alguns do grupo pegos pelas criaturas, sobrando no carro somente o artista plástico, a professora, seu filho pequeno e um casal de idosos, eles seguem de carro até onde a gasolina pode levar e então entram num dilema, eles tinham 4 balas para 5 pessoas, uma delas teria que matar as 4 e esperar pelas criaturas, o artista plástico acabou matando os 4 para que não fossem mortos pelas criaturas, após matar os 4 ele entra em desespero e atira com a arma descarregada na própria boca, talvez na tentativa desesperada de se redimir por matar o próprio filho, ele então sai do carro e espera pela criatura e ao invés disso o que ele vê é o nevoeiro se dissipando e os veículos do exercito passando com os sobreviventes., aqui cabe a pergunta, até onde atirar no próprio filho (para ele não ser morto pelas criaturas), pode ser considerado um ato de amor?
Talvez aqui se encontre a maior mensagem do filme, um pai pode sim matar um filho, se o motivo parecer justo, mas será que depois ele consegue conviver com a culpa?

Ronaldo A. Oliveira 26/02/2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Muralha

Olá amigos!
Após algum tempo sem postar nada decidi que hoje eu postaria um novo poema, mas não tinha bem definido um tema, resolvi então que abriria um dos meus cadernos de poemas e o 1º a aparecer seria o poema postado, para minha felicidade apareceu esse poema que confesso, não lembrava direito, mas depois de reler lembrei bem dos sentimentos que me levaram a fazê - lo.É um poema que obviamente fala de amor e acredito que só quem já se apaixonou por uma pessoa que parece querer se proteger dos sentimentos realmente entenda os versos, entenda o quanto ficamos bobos querendo agradar a pessoa fazê - lá sorrir e o quanto temos medo de fazer alguma coisa errada e acabar perdendo a proximidade com a pessoa.
Bom amigos, espero que gostem.

MURALHA
Nem o céu
nem o inferno
me assustam
Na verdade,
escolhi os dois
e me jogaram aqui na Terra
Agora que estou aqui
descobri algo que me assusta,
tu,
tua beleza
e esta muralha
que funciona como cápsula protetora
do teu mundinho particular
E o que me assusta,
é o medo de cair
durante a escalada
que faço por esta muralha,
fortemente construída
com tijolos de razão
e cimento de sensibilidade

Ronaldo A. Oliveira 08/04/2005

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Nada

Ola amigos!
Hoje trago uma crônica de 2003, ela parece não ter muito o que dizer, mas na verdade ela fala sobre o "nada" de uma forma humorada, mas que nos faz pensar "de fato, o que é o nada?" não que o texto explique o que é o "nada", mas ele mostra o quanto o "nada" é algo tão presente nas nossas vidas, espero que gostem.

NADA
Cansaço!Hoje acordei assim, meio estranho, com aquela estranha vontade de não fazer absolutamente nada.
Acordei assim,com uma vontade danada de não tomar banho, não fazer a barba, enfim... ficar o dia todo de cueca sentado no sofá, ouvindo uma música bem tranquila e tomando um café bem gostoso para descansar.
Acordei, com uma vontade tremenda de nada, absolutamente nada, simplesmente ficar atiradão no sofá sem fazer nada, me certificando de que realmente não existe nada melhor do que o ato de não fazer nada, tendo convicção de que não fazer nada é bom, mas se fosse remunerado seria bem melhor, pois se o ato de não fazer nada fosse remunerado eu não faria nada com dez vezes mais vontade.
Acordei pensando que essa história de não fazer nada, de que nada é melhor do que nada, de que nada substitui o ato de não fazer nada é muito complexo para uma só cabeça, mas numa coisas temos que concordar, não fazer nadaé bom para o coração, para a cabeça, para os pés que não precisam ficar o dia inteiro dentro de um sapato apertado, sem contar, que deixa a gente mais descansado, mais feliz, mais tranquilo, mais calmo, mais sonolento...
Alias, to com sono, acho que vou dormir um pouquinho, bons sonhos pra vocês.

Ronaldo A.Oliveira 11/07/2003

sábado, 10 de dezembro de 2011

Redescobrindo.

Olá amigos!
Hoje trago um poema que fala sobre amor verdadeiro, traz a historia de um cara cansado, diria até desgastado pela rotina um belo dia descobri o quanto ainda ama sua esposa,algo comum hoje em dia já que somos todos dominados pela maquina do sistema que só nos faz trabalhar, mas o amor quando é verdadeiro vence até mesmo a rotina cansativa e desgastante.
Espero que gostem.

REDESCOBRINDO
Ele chegou cansado
como costumava
chegar todo dia,
deu um "oi"
cansado para a mulher
e sentou no sofá
como sentava todo dia,
mas naquele dia
por algum motivo
ele olhou para a cozinha
e viu a esposa
pegando a jarra de água
da geladeira
e ao ver aquele
simples gesto
percebeu como à amava,
percebeu que não
conseguiria viver
naquela casa sem ela
e que na verdade
só suportava
toda aquela rotina
porque sabia
que ao chegar em casa
ela estaria lá
Ao perceber
tudo isso,
ele chorou
e quando
ela voltou para sala
com lágrimas
nos olhos,
mas sorrindo
ele disse
"eu te amo"

Ronaldo A.Oliveira 27/11/2011

Enfim revelado.

Olá amigos!
Hoje trago um poema que fala sobre o desespero que sente uma pessoa que não comhece o amor e como ele se senti ao perceber que esta muito tempo sem conhecer o amr verdadeiro.
Espero que gostem.

ENFIM REVELADO
Eu queria tanto
poder dizer
"Nossa!Como eu te amo
meu amor"
para alguém,
mas quem?
As vezes eu acho
que o "amor"
é só uma palavra
que há muito
perdeu o sentido
Meu Deus!
Quem será a garota
que vai chegar
e dizer
"isso é amor"
e vai me dar
um beijo
tão gostoso
que eu vou
muito mais que sentir,
vou ser os lábios
se tocando
a língua,
passeando pelo céu da boca...
o paraiso
enfim revelado...

Ronaldo A.Oliveira 10/11/2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Formigas

Ola amigos!
Hoje trago um poema bem curto, segundo um grande amigo o melhor que eu já escrevi, eu fiz o poema brincando com a idéia de que as formigas (insetos) comeriam até mesmo meus poemas se eles fossem doces, segundo meu amigo, ele fala sobre o quanto "adoçamos" nossas vidas para que as pessoas (formigas) nos aceitem (comam o versos),como eu sempre digo um poema pode ser interpretado de várias formas.
Espero que gostem.

FORMIGAS
Derramei açucar
nos meus poemas,
para tentar adoçar
minha forma de ver o mundo
As formigas
comeram meus versos

Ronaldo A.Oliveira 26/04/2005

sábado, 19 de novembro de 2011

Os músicos ainda tocam.

Olá amigos!
Depois de um tempo sem postar nada, trago esse poema antigo que me trouxe muitas saudades de um tempo que eu não queria que acabasse, o poema é uma homenagem a dois amigos que tocavam no bar que eu me apresentava há muito tempo atrás.
Espero que gostem.

OS MÚSICOS AINDA TOCAM
As cadeiras vazias,
as mesas sem toalhas,
um bar vazio
e os músicos,
tocam para as pessoas
que ali não estão
As ruas sem tráfego,
os carros nas garagens
os ônibus cheios
as paradas vazias
O que esta acontecendo
com a cidade?
O bar,
continua vazio
e os músicos,
ainda tocam
E um cego poeta
descreve,
o vazio que não vê

Ronaldo A.Oliveira 16/11/2002