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Sou poeta e ex estudante de filosofia tenho por meta trazer textos de cunho filosofico e tambem poesias de autoria própria.Pretendo com este Blog, instigar o espirito critico dos leitores a um pensamento poético e filosofico.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Caixas de lembranças.

Olá amigos!
Hoje trago um poema que fiz há pouco tempo e que me deixou muito feliz, pois já há algum tempo que não fazia um poema dessa forma, de bate pronto, esse é o tipo de poema que já nasce pronto e o resultado geralmente é lindo.
Esse poema é assim, é lindo, porém triste, fala de amor, saudade e solidão, espero que gostem, abraços e boa leitura a todos.

CAIXAS DE LEMBRANÇAS
Agora,
os dias passam
arrastados
e lentos
parecendo um enorme
buraco vazio
Da minha poltrona
vejo as caixas empilhadas
no corredor agora escuro
caixas,
cheias de coisas
minhas e tuas
coisas da mudança
que nunca mais faremos
coisas,
que agora são só lembranças
da época que o corredor
tinha luz
e que a casa
era só sorrisos
Uma chuva
forte e fria
começa a cair lá fora
e aqui dentro,
ainda é o mesmo clima
solidão
e saudades,
saudades do tempo
que tu estavas viva,
saudades do tempo
que ficavamos no sofá
abraçados em silêncio,
sentindo a respiração
um do outro...
Agora,
são somente caixas
cheias de lembranças

Ronaldo A.Oliveira 12/12/2012

domingo, 9 de dezembro de 2012

O que queres de mim?

Olá amigos!
Após algum tempo sem postar nada, trago este poema que diz tudo que gostariamos de ter coragem de falar para a pessoa que nos mostra uma paixão e depois nos larga, para aquela pessoa que nos usa, nos fere, ao menos os solitários talvez entendam o que quero dizer nesse poema, espero que todos gostem, abraços.

O QUE QUERES DE MIM?
O que queres de mim?
Hã...
O que queres de mim?
Queres que mate - me,
corte os pulsos
ou tome sianureto,
é clássico
e chega a ser até bonito
O que pensas que sou?
Idiota?
Jogaste na minha cara
sinais de uma possivel
paixão
e agora,
me trata assim
Porque?
O que queres de mim?
Meu sangue,
minha alma
já sei,
queres minhas vísceras
pode pegar
toma pega
vem cá,
pega elas...
O que queres de mim?

Ronaldo A.Oliveira 14/05/2005

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Perdôo o carnaval

Olá amigos!
Esse poema eu fiz em 2005 em homenagem ao carnaval, não é exatamente uma homenagem é mais um perdão oficial daquele cara que não gosta muito do carnaval, mas entende que ele tem seu espaço na cultura popular.
Espero que gostem.

PERDÔO O CARNAVAL
Perdôo o carnaval
por existir,
perdôo o carnaval
por ser alegre,
por ter suas bandeiras,
suas escolas,
suas baterias,
suas mulatas
semi - nuas
Perdôo o carnaval,
por alegrar o povo
perdôo o carnaval
por fazer
isolar - me durante sua passagem
perdôo o carnaval
por fazer - me perceber
que sou
realmente estranho
Perdôo o carnaval,
por ser na verdade
em carneval
perdôo o carnaval
inclussive,
por ser carnaval

Ronaldo A. Oliveira 26/08/2005

Pecado

Olá amigos!
Após um longo tempo sem publicar nada, trago este poema que eu fiz em 2005 muito interessante e que foi muito bem recebido pelo pessoal que estava no evento que eu participei ontem (14/11)lá na Cidade Baixa.
Em homenagem e agradecimento ao publico presente no evento "Os filhos do carnaval", hoje vou postar esse poema.

PECADO
O pecado é bom
e entorpece
O pecado é bom
e tem uma certa alegria
O pecado é bom
ele tem senso de humor
O pecado é bom
e dizem que faz mal
O pecado é bom
mas,
se o pecado é bom
porque dizem que faz mal?
O pecado é bom
e não importa
o que os mais velhos
e as religiões digam
O pecado é bom,
pequem...

Ronaldo A. Oliveira 13/08/2005

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

As mãos

Olá amigos!
Hoje trago um poema bastante antigo que eu fiz após assistir a apresentação de um mimíco que fez uma linda "dança a dois" usando as mãos, fiquei tão impressionado com aquilo, que acabei escrevendo estes versos.
Espero que gostem, abraços.

AS MÃOS
As mãos,
falam por si
As mãos,
falam entre si
As mãos,
falam por mim
As mãos que brincam
são as mesmas mãos
que tocam,
que socam,
que matam,
que acariciam
As mãos alegres
são também
as mãos tristes
quando percebem
que não podem,
seu belo corpo
acariciar.

Ronaldo A.Oliveira 07/02/2003

Paixão

Olá amigos!
Após um longo período sem postar, trago este poema de uma época cinzenta da minha vida, onde tudo era dor e tristeza e minha visão de "paixão" era assim, triste, dolorida e cheia de sofrimento, mas relendo esse poema percebo que ainda nos tempos de hoje, para muitas pessoas, a "paixão" ainda é assim.
Espero que gostem amigos, abraços.

PAIXÃO
Sinto que há fantasmas
se aproximando de mim
Ouço vozes,
que não sei de onde vem...
Esta frio,
muito frio
minhas mãos tremen,
vejo seu rosto
refletido em todas as paredes
que me cercam
Já não tenho mais
para onde fugir
frio,
muito frio,
ouço vozes,
fantasmas se aproximam,
sua imagem nas paredes,
não sei como fugir...
Minha alma me abandonou
esta frio,
muito frio,
não tenho forças para fugir
SOCORRO...

Ronaldo A.Oliveira 08/11/2003

terça-feira, 17 de julho de 2012

Nós só queremos alguém.

Olá amigos!
Hoje trago um poema que fala sobre o medo (acredito que essa seja a palavra apropriada) que temos de ficar sozinhos, essa nescessidade de termos alguém ao lado.
Nas redes sociais hoje é muito comum vermos as pessoas compartilhando fotos que falam sobre achar o amor, ou falando do quanto é ruim ser sozinho e outras fotos do gênero, porque esse é o nosso maior medo (e não a morte, como a maioria das pessoas pensam)e é disso que esse poema fala o titulo já diz tudo "nós só queremos alguém", porque no fundo o que nós realmente queremos é ter alguém para dividir a vida.
Espero que gostem, abraços a todos.

NÓS SÓ QUEREMOS ALGUÉM
Todo mundo
quer um amor,
todo mundo...
o mundo precisa
de amor
As vezes
eu me pergunto
se na verdade
nós só não queremos
ficar sozinhos,
então procuramos
alguém para ter ao lado
um alguém
que nos respeite,
que seja carinhoso,
atencioso,
que não só admire
nossas qualidades,
mas que aceite
nossos defeitos
alguém que a gente
possa abraçar
e ficar assim por alguns minutos
alguém para rir junto
e chorar junto
E talvez,
isso é que seja o amor
e a gente sempre pensa
que é outra coisa

Ronaldo A.Oliveira 09/07/2012

sábado, 2 de junho de 2012

Do meu lado

Olá amigos!
Hoje trago esse poema que tem uma historia interessante, eu sonhei que estava conversando com uma linda mulher e era um dia frio, lembro que no sonho nós estavamos tomando um café e de repente ela se levantou e eu disse "Não! Encosta aqui tuas pernas lindas, para aquecer minhas pernas frias" e de um salto acordei com essa frase na cabeça, peguei minha caneta e escrevi esse poema, não sei dizer exatamente sobre o que esse poema fala, amor, saudade, solidão, mas é um poema que eu gosto muito e espero que gostem também.
Aproveitem a leitura, abraços a todos.

DO MEU LADO
Encosta aqui
tuas pernas lindas,
para aquecer minhas pernas frias
enquanto nossas almas
transitam por este estreito corredor
Mas não pense,
que o fim esta próximo
ou que nossa vida
ainda é longa
Me abrace devagar
só para saber
que não estou sozinho
e deixa eu pousar
a mão na tua coxa,
mas não diga nada
apenas ouça
nossos corações baterem juntos
Olhe nos meus olhos
e abra,
as janelas da tua alma
e então
beije - me
para deixar molhados
os meus secos lábios...

Ronaldo A.Oliveira 27/02/2004

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Desespero

Olá amigos!
Hoje trago um poema que fiz há um bom tempo e fala de amor, mas não de uma forma linda, fala desse desespero que sentimos quando amamos alguém e não sabemos exatamente o que fazer para a pessoa nos amar (ou ao menos perceber) que a amamos.
Espero que gostem da poesia, abraços a todos.

DESESPERO
Um pedaço do pão,
um pouco do vinho tinto
a energia da minha alma
as fatias cruas
do meu coração ainda batendo
O que mais posso fazer?
Te ofereço o meu corpo inteiro,
o que ainda resta
do meu ser
Te ofereço,
o que ainda pode ser salvo
de uma mente infécta
O que ainda pode ser salvo,
de podres versos
Te ofereço um pedaço do bolo,
de carne crua
te ofereço sangue,
te ofereço calor,
te ofereço a morte,
te ofereço amor,
te ofereço a escuridão,
a luz, a dor,
felicidade,
raiva,
a ternura
e quem sabe,
te ofereça a eternidade

Ronaldo A.Oliveira 27/08/2003

sábado, 19 de maio de 2012

Do fundo do salão

Ola amigos!
Hoje trago um poema que parece falar de amor, mas na verdade traz uma mensagem muito importante,que faz parte da sabedoria popular e muitas vezes não nos damos conta de como ela é importante "nem tudo que parece é", espero que gostem do poema.
Abraços a todos.

DO FUNDO DO SALÂO
Há uma linda garota
no fundo
do salão,
ela parece tão triste
e solitária
A garota
do fundo do salão
olha para o vazio
e parece que nada
ao seu redor
lhe interessa,
ela tem um rosto
tão angelical...
Do outro lado do salão
há um cara
machucado
pelos amores
do passado,
ele olha a garota
e percebe
toda beleza
e dor
Toma coragem
num gole só
e se levanta
para falar
com a garota,
lentamente
caminha até ela
ela olha para ele
e sorri,
um sorriso
que parece tão puro
e inocente,
mas o que ele
não sabe
é que ela
tem o dom
de destruir corações
e depois,
sentar no fundo
do salão
e parecer
tão triste
e solitária

Ronaldo A.Oliveira 07/05/2012

sábado, 24 de março de 2012

Versos

Olá amigos!
Após um longo tempo sem postar nada, trago esse poema que é uma resposta para aquelas pessoas que não sabem ler um poema, um poema não pode ser só lido, ele tem que ser absorvido, degustado... enfim.
É preciso mais do que uma simples leitura para se entender um poema e é disso que esse poema fala, espero que gostem, abraços a todos.

VERSOS
Os versos
tem que ser sensuais
como tu corpo,
quente
como teus beijos
e macios
como tua pele
Os versos
tem que ser degustados
como um bom vinho,
saboreados
como uma magnífica
refeição
e apreciados
como uma bela
obra de arte
Os versos,
são muito mais
do que letras
num papel...

Ronaldo A.Oliveira 24/03/2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

É essa tortura.

Olá amigos!
Hoje trago esse poema, que fala sobre como nos torturamos por não conseguir encontrar uma pessoa que estamos interessados e achamos que nunca mais vamos falar com ela e então parece que as horas não passam nunca.
Espero que gostem.

É ESSA TORTURA
Tudo agora,
parece não ter sentido
nem mesmo
o barulho das ondas
e a animação
das pessoas
Tudo em mim,
agora é tristeza
tudo em mim,
agora é só
uma idéia
do que eu poderia
ter feito
E agora,
tudo em mim
é essa tortura...

Ronaldo A.Oliveira 21/02/2012

O Nevoeiro.

Ola amigos!
Após algum tempo, trago um breve comentário sobre o filme "O Nevoeiro", um filme bastante interessante baseado em um texto do Stephen King, onde ele cria um evento apocaliptico para mostrar o quanto as pessoas se tornam monstruosas quando as coisas fogem da normalidade.
O filme começa quando um nevoeiro espesso cobre uma cidade, como todo texto do Stephen King esse nevoeiro tem em seu interior criaturas monstruosas, causando pânico nas pessoas, que ficam trancadas em um super mercado, dentre as pessoas trancadas estão um advogado importante, um artista plástico famoso, uma fanática religiosa e uma professora nova na cidade.Num dado momento do filme o artista plástico ouve um barulho estranho e avisa outras pessoas que estavam próximo dele para não levarem adiante o plano de ir na rua ligar os geradores, estes por sua vez preferem ignorar o que o homem disse "porque nenhum artista plástico famoso vai me dizer o que eu tenho que fazer", a inveja, e ao não ouvirem acabam fazendo com uma das criaturas do nevoeiro pegue um deles, o advogado por se achar importante demais para acreditar em monstros, mesmo vendo o pedaço de uma das criaturas prefere tentar sair do super mercado para buscar ajuda, ao ser questionado pelo artista plástico do porque insistir em sair ele deixa claro que prefere fazer papel de bobo a dar o braço a torcer e admitir que o nevoeiro esta repleto de criaturas, soberba, a fanática religiosa acredita ser o apocalipse e que Deus esta se vingando por todos os erros e pecados das pessoas e a medida que as coisas vão acontecendo as pessoas passam a acreditar nela e a venera-la como um semi Deus e é nesse momento que as pessoas monstram seu pior lado, liderados por ela eles esfaqueiam e colocam para fora da loja um rapaz do exercito por acharem que o nevoeiro era uma experiência do exercito e que por tanto sacrificar o rapaz acalmaria as criaturas, fé cega e infundada.
O artista plástico, a professora e mais 3 pessoas que se mantiveram racionais o filme todo traçam um plano, sair da loja e dirigir até onde a gasolina do carro aguentasse, talvez um plano não muito inteligente, mas se considerarmos que os outros, liderados pela religiosa estavam querendo dar a eles o mesmo fim que deram para o rapaz do exercito, era a única alternativa.
Por fim, após uma luta contra os outros e assassinarem a religiosa o artista plástico e os outros conseguem escapar, mas perdem alguns do grupo pegos pelas criaturas, sobrando no carro somente o artista plástico, a professora, seu filho pequeno e um casal de idosos, eles seguem de carro até onde a gasolina pode levar e então entram num dilema, eles tinham 4 balas para 5 pessoas, uma delas teria que matar as 4 e esperar pelas criaturas, o artista plástico acabou matando os 4 para que não fossem mortos pelas criaturas, após matar os 4 ele entra em desespero e atira com a arma descarregada na própria boca, talvez na tentativa desesperada de se redimir por matar o próprio filho, ele então sai do carro e espera pela criatura e ao invés disso o que ele vê é o nevoeiro se dissipando e os veículos do exercito passando com os sobreviventes., aqui cabe a pergunta, até onde atirar no próprio filho (para ele não ser morto pelas criaturas), pode ser considerado um ato de amor?
Talvez aqui se encontre a maior mensagem do filme, um pai pode sim matar um filho, se o motivo parecer justo, mas será que depois ele consegue conviver com a culpa?

Ronaldo A. Oliveira 26/02/2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Muralha

Olá amigos!
Após algum tempo sem postar nada decidi que hoje eu postaria um novo poema, mas não tinha bem definido um tema, resolvi então que abriria um dos meus cadernos de poemas e o 1º a aparecer seria o poema postado, para minha felicidade apareceu esse poema que confesso, não lembrava direito, mas depois de reler lembrei bem dos sentimentos que me levaram a fazê - lo.É um poema que obviamente fala de amor e acredito que só quem já se apaixonou por uma pessoa que parece querer se proteger dos sentimentos realmente entenda os versos, entenda o quanto ficamos bobos querendo agradar a pessoa fazê - lá sorrir e o quanto temos medo de fazer alguma coisa errada e acabar perdendo a proximidade com a pessoa.
Bom amigos, espero que gostem.

MURALHA
Nem o céu
nem o inferno
me assustam
Na verdade,
escolhi os dois
e me jogaram aqui na Terra
Agora que estou aqui
descobri algo que me assusta,
tu,
tua beleza
e esta muralha
que funciona como cápsula protetora
do teu mundinho particular
E o que me assusta,
é o medo de cair
durante a escalada
que faço por esta muralha,
fortemente construída
com tijolos de razão
e cimento de sensibilidade

Ronaldo A. Oliveira 08/04/2005

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Nada

Ola amigos!
Hoje trago uma crônica de 2003, ela parece não ter muito o que dizer, mas na verdade ela fala sobre o "nada" de uma forma humorada, mas que nos faz pensar "de fato, o que é o nada?" não que o texto explique o que é o "nada", mas ele mostra o quanto o "nada" é algo tão presente nas nossas vidas, espero que gostem.

NADA
Cansaço!Hoje acordei assim, meio estranho, com aquela estranha vontade de não fazer absolutamente nada.
Acordei assim,com uma vontade danada de não tomar banho, não fazer a barba, enfim... ficar o dia todo de cueca sentado no sofá, ouvindo uma música bem tranquila e tomando um café bem gostoso para descansar.
Acordei, com uma vontade tremenda de nada, absolutamente nada, simplesmente ficar atiradão no sofá sem fazer nada, me certificando de que realmente não existe nada melhor do que o ato de não fazer nada, tendo convicção de que não fazer nada é bom, mas se fosse remunerado seria bem melhor, pois se o ato de não fazer nada fosse remunerado eu não faria nada com dez vezes mais vontade.
Acordei pensando que essa história de não fazer nada, de que nada é melhor do que nada, de que nada substitui o ato de não fazer nada é muito complexo para uma só cabeça, mas numa coisas temos que concordar, não fazer nadaé bom para o coração, para a cabeça, para os pés que não precisam ficar o dia inteiro dentro de um sapato apertado, sem contar, que deixa a gente mais descansado, mais feliz, mais tranquilo, mais calmo, mais sonolento...
Alias, to com sono, acho que vou dormir um pouquinho, bons sonhos pra vocês.

Ronaldo A.Oliveira 11/07/2003