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Sou poeta e ex estudante de filosofia tenho por meta trazer textos de cunho filosofico e tambem poesias de autoria própria.Pretendo com este Blog, instigar o espirito critico dos leitores a um pensamento poético e filosofico.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

É essa tortura.

Olá amigos!
Hoje trago esse poema, que fala sobre como nos torturamos por não conseguir encontrar uma pessoa que estamos interessados e achamos que nunca mais vamos falar com ela e então parece que as horas não passam nunca.
Espero que gostem.

É ESSA TORTURA
Tudo agora,
parece não ter sentido
nem mesmo
o barulho das ondas
e a animação
das pessoas
Tudo em mim,
agora é tristeza
tudo em mim,
agora é só
uma idéia
do que eu poderia
ter feito
E agora,
tudo em mim
é essa tortura...

Ronaldo A.Oliveira 21/02/2012

O Nevoeiro.

Ola amigos!
Após algum tempo, trago um breve comentário sobre o filme "O Nevoeiro", um filme bastante interessante baseado em um texto do Stephen King, onde ele cria um evento apocaliptico para mostrar o quanto as pessoas se tornam monstruosas quando as coisas fogem da normalidade.
O filme começa quando um nevoeiro espesso cobre uma cidade, como todo texto do Stephen King esse nevoeiro tem em seu interior criaturas monstruosas, causando pânico nas pessoas, que ficam trancadas em um super mercado, dentre as pessoas trancadas estão um advogado importante, um artista plástico famoso, uma fanática religiosa e uma professora nova na cidade.Num dado momento do filme o artista plástico ouve um barulho estranho e avisa outras pessoas que estavam próximo dele para não levarem adiante o plano de ir na rua ligar os geradores, estes por sua vez preferem ignorar o que o homem disse "porque nenhum artista plástico famoso vai me dizer o que eu tenho que fazer", a inveja, e ao não ouvirem acabam fazendo com uma das criaturas do nevoeiro pegue um deles, o advogado por se achar importante demais para acreditar em monstros, mesmo vendo o pedaço de uma das criaturas prefere tentar sair do super mercado para buscar ajuda, ao ser questionado pelo artista plástico do porque insistir em sair ele deixa claro que prefere fazer papel de bobo a dar o braço a torcer e admitir que o nevoeiro esta repleto de criaturas, soberba, a fanática religiosa acredita ser o apocalipse e que Deus esta se vingando por todos os erros e pecados das pessoas e a medida que as coisas vão acontecendo as pessoas passam a acreditar nela e a venera-la como um semi Deus e é nesse momento que as pessoas monstram seu pior lado, liderados por ela eles esfaqueiam e colocam para fora da loja um rapaz do exercito por acharem que o nevoeiro era uma experiência do exercito e que por tanto sacrificar o rapaz acalmaria as criaturas, fé cega e infundada.
O artista plástico, a professora e mais 3 pessoas que se mantiveram racionais o filme todo traçam um plano, sair da loja e dirigir até onde a gasolina do carro aguentasse, talvez um plano não muito inteligente, mas se considerarmos que os outros, liderados pela religiosa estavam querendo dar a eles o mesmo fim que deram para o rapaz do exercito, era a única alternativa.
Por fim, após uma luta contra os outros e assassinarem a religiosa o artista plástico e os outros conseguem escapar, mas perdem alguns do grupo pegos pelas criaturas, sobrando no carro somente o artista plástico, a professora, seu filho pequeno e um casal de idosos, eles seguem de carro até onde a gasolina pode levar e então entram num dilema, eles tinham 4 balas para 5 pessoas, uma delas teria que matar as 4 e esperar pelas criaturas, o artista plástico acabou matando os 4 para que não fossem mortos pelas criaturas, após matar os 4 ele entra em desespero e atira com a arma descarregada na própria boca, talvez na tentativa desesperada de se redimir por matar o próprio filho, ele então sai do carro e espera pela criatura e ao invés disso o que ele vê é o nevoeiro se dissipando e os veículos do exercito passando com os sobreviventes., aqui cabe a pergunta, até onde atirar no próprio filho (para ele não ser morto pelas criaturas), pode ser considerado um ato de amor?
Talvez aqui se encontre a maior mensagem do filme, um pai pode sim matar um filho, se o motivo parecer justo, mas será que depois ele consegue conviver com a culpa?

Ronaldo A. Oliveira 26/02/2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Muralha

Olá amigos!
Após algum tempo sem postar nada decidi que hoje eu postaria um novo poema, mas não tinha bem definido um tema, resolvi então que abriria um dos meus cadernos de poemas e o 1º a aparecer seria o poema postado, para minha felicidade apareceu esse poema que confesso, não lembrava direito, mas depois de reler lembrei bem dos sentimentos que me levaram a fazê - lo.É um poema que obviamente fala de amor e acredito que só quem já se apaixonou por uma pessoa que parece querer se proteger dos sentimentos realmente entenda os versos, entenda o quanto ficamos bobos querendo agradar a pessoa fazê - lá sorrir e o quanto temos medo de fazer alguma coisa errada e acabar perdendo a proximidade com a pessoa.
Bom amigos, espero que gostem.

MURALHA
Nem o céu
nem o inferno
me assustam
Na verdade,
escolhi os dois
e me jogaram aqui na Terra
Agora que estou aqui
descobri algo que me assusta,
tu,
tua beleza
e esta muralha
que funciona como cápsula protetora
do teu mundinho particular
E o que me assusta,
é o medo de cair
durante a escalada
que faço por esta muralha,
fortemente construída
com tijolos de razão
e cimento de sensibilidade

Ronaldo A. Oliveira 08/04/2005