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Sou poeta e ex estudante de filosofia tenho por meta trazer textos de cunho filosofico e tambem poesias de autoria própria.Pretendo com este Blog, instigar o espirito critico dos leitores a um pensamento poético e filosofico.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Para os que virão depois de mim

Olá amigos!
Hoje trago um poema que fiz há alguns anos e que é muito interessante, ele é uma tentativa de responder a clássica pergunta " O que vamos deixar para as gerações futuras?".
Bom esse poema responde o que eu pretendo deixar para as gerações futuras espero que gostem.

PARA OS QUE VIRÃO DEPOIS DE MIM
Para os que virão
depois de mim
deixo muito mais
do que um abraço
e um desejo
de boas vindas
Para os que virão
depois de mim,
deixo meu braço,
meus rins,
meu estomago,
minhas córneas,
meus dentes,
deixo meu cérebro
pesquisem - me
Para os que virão
depois de mim
deixo meu ódio,
meu amor,
minha alegria,
meus delírios,
meus anseios,
meu rancor
Para os que virão
depois de mim,
deixo minha forma
de ver o mundo
deixo,
minha poesia

Ronaldo A. Oliveira 08/06/2005

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Video Hits - vo(C)

Olá amigos!
Hoje resolvi falar de amor bom, percebi que como poeta e filosófo não sei responder o que é o amor então, resolvi pesquisar em poesias minhas e de poetas consagrados como Mario Quintana e em musicas de artistas que eu gosto até que no you tube achei o clipe dessa linda canção de uma banda gaucha que já acabou ha tempos mas a musica fala de amor de uma forma tão simples e tão tocante ao mesmo tempo que eu pensei, ta aí, isso é amor, bom amigos peço que aqueles que não gostam desse estilo de musica se concentrem na letra e percebam como ela é linda.
Espero que gostem.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Eles estavam ali

Olá amigos!
Hoje trago esta poesia que fala de como não conseguimos reconhecer o amor, mesmo ele estando tão proximo as vezes por varios motivos não o reconhecemos.
Espero que gostem da poesia abraços a todos.

ELES ESTAVAM ALI
Eles estavam
sentados lado a lado
mas estavam ocupados
demais
prestando atenção
na musica que os fones
empurravam
para seus ouvidos
Ambos se olharam
mas não se viram
Ela,
carregava no rosto
a tristeza
de quem já se machucou
por amor
Ele,
carregava no rosto
a ansiedade
e a tristeza
de quem nunca amou ninguém...
e eles estavam ali,
lado a lado
mas muito ocupados
prestando atenção na música,
que os fones
empurravam em seus ouvidos

Ronaldo A.Oliveira 05/02/2011

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O livreiro de Cabul...

Olá amigos!
Neste pequeno texto pretendo fazer apontamentos de trechos do livro " O livreiro de Cabul" que achei bastante interessante e por muitas vezes revoltante.
O livro é uma bela reportagem muito bem conduzida pela autora Asne Seierstad que nos presenteia com riqueza de detalhes sobre coisas do dia a dia da familia e da cultura afegã, Asne nos apresenta um universo novo e cheio de personagens tão cheios de peculiaridades que as vezes o livro chega a parecer um romance, mas em trechos como o que fala sobre os livros didáticos das escolas durante o regime Talibã, da opressão e violência sofrida pelas mulheres num país onde elas simplesmente não tem direitos nos faz perceber que se trata de uma realidade, as vezes bastante cruel.
"A guerra estava presente até nos livros de matemática. Os meninos da escola - o Talibã só fazia livros para meninos - não contavam maçãs e bolos, mas balas e kalashnikovs.Um exercício podia ser assim:"O pequeno Omar tem uma kalashnikovs com três pentes. Em cada pente ha vinte balas. Ele usa dois terços das balas e mata sessenta infiéis. Quantos infiéis ele mata por bala?"( SEIERSTAD,Asne,O livreiro de Cabul,2002,pag.66 e 67 ), este pequeno trecho retirado do livro nos mostra o horror que era os livros didáticos durante o regime Talibã, imaginem uma sala de aula lotada de meninos aprendendo a calcular o número de balas que foi usado para matar um infiel, crianças que não chegam a ter infância pois desde pequenas são preparadas para matar.Em outro trecho revoltante a autora conta a historia de uma jovem moça,vizinha da primeira esposa do livreiro, que foi vista pelo irmão conversando com um rapaz, o que é totalmente contra os princípios do alcorão, para reestabelecer a honra da familia primeiro a moça levou chibatadas no terreno do condominio para que os vizinhos vissem que ela estava sendo punida ( mostrar para os vizinhos que existe punição para integrantes da familia que cometem crimes graves no Afeganistão, é de extrema importância ) depois em reunião familiar ficou decidido que os irmãos deveriam mata - lá asfixiada para reestabelecer de vez a honra da familia, uma monstruosidade sem tamanho que por sua vez é totalmente respaldada pelas leis afegãs, que dizem que todos os crimes graves são passíveis de pena de morte.Outro exemplo de opressão sofrida pelas mulheres é a historia da irmã do livreiro que tinha cursos de especialização em inglês, mas era proibida de lecionar pelo livreiro ( que por ser o homem mais velho era quem tomava as decissões ),pois ele achava feio e desonroso uma mulher trabalhar num local onde haviam outros homens.
Dessa forma o livro segue numa sequência interessante e por vezes chocante de fatos que ocorrem numa região dominada por uma tradição de machismo e violência, que ao término do livro nos remete a uma pergunta sem resposta:
- Até onde o homem, enquanto ser humano racionalmente irracional, é capaz de chegar para manter viva suas tradições?

Ronaldo A. Oliveira 20/02/2011

sábado, 22 de janeiro de 2011

Apenas beije

Olá amigos!
Após um longo tempo sem postar nada retorno as postagens deixando hoje um poema bastante recente, mas que muito me agrada, espero que tambem apreciem.

APENAS BEIJE
Quer saber
como é o paraiso?
então beije
minha boca
Sinta ela
encostando devagar
em teus lábios
feche os olhos
e sinta
todos os meus
sentimentos
bonitos,
feios
e até
as minhas dores
entenda
todos os sentimentos
que percorrem
meu corpo
e respeite,
as minhas
lágrimas

Ronaldo A.Oliveira 17/01/2011

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Nunca botei os pés

Olá amigos!
Hoje vou postar um poema que significa muito para mim, apesar de parecer estranho ele é um grande desabafo, espero que gostem e entendam este desabafo.

NUNCA BOTEI OS PÉS
Nunca fui ao circo
e meu coração,
é um verdadeiro
palhaço triste
Tenho no rosto
uma felicidade
maquiada
e no circo,
nunca cheguei perto
Meu teto
é como lona,
me protege do Sol
e da chuva,
no circo...
não,
no circo eu nunca entrei
No meu dia a dia
sou como trapezista,
saltando
de um lado para o outro
sempre tentando
não cair
e no circo,
não...
nesse lugar
eu nunca botei os pés

Ronaldo A. Oliveira 11/06/2009

sábado, 9 de outubro de 2010

O amor é morto

Olá amigos!
Hoje trago mais um poema antigo que eu gosto bastante e ele tem uma questão interessante, que é o fato de ser dificil falar que ama, neste mundo cada vez mais violento.
Espero que gostem.

O AMOR É MORTO
A caneta,
solta ao vento
tenta escrever coisas lindas
para ti,
mas a palavra esta morta
O amor
é uma palavra morta
e no mundo hoje
só o que vive
é a violência,
a guerra,
a morte,
a corrupção
Paz,
é uma palavra
que tenta sobreviver
mas a paz é morta
porque o amor é morto
não há áz
sem o amor,
ambos estão mortos
e é isso que confunde - me
pois não sei
como dizer que te amo,
se a palavra amor
é morta

Ronaldo A. Oliveira 28/06/2005