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Sou poeta e ex estudante de filosofia tenho por meta trazer textos de cunho filosofico e tambem poesias de autoria própria.Pretendo com este Blog, instigar o espirito critico dos leitores a um pensamento poético e filosofico.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O livreiro de Cabul...

Olá amigos!
Neste pequeno texto pretendo fazer apontamentos de trechos do livro " O livreiro de Cabul" que achei bastante interessante e por muitas vezes revoltante.
O livro é uma bela reportagem muito bem conduzida pela autora Asne Seierstad que nos presenteia com riqueza de detalhes sobre coisas do dia a dia da familia e da cultura afegã, Asne nos apresenta um universo novo e cheio de personagens tão cheios de peculiaridades que as vezes o livro chega a parecer um romance, mas em trechos como o que fala sobre os livros didáticos das escolas durante o regime Talibã, da opressão e violência sofrida pelas mulheres num país onde elas simplesmente não tem direitos nos faz perceber que se trata de uma realidade, as vezes bastante cruel.
"A guerra estava presente até nos livros de matemática. Os meninos da escola - o Talibã só fazia livros para meninos - não contavam maçãs e bolos, mas balas e kalashnikovs.Um exercício podia ser assim:"O pequeno Omar tem uma kalashnikovs com três pentes. Em cada pente ha vinte balas. Ele usa dois terços das balas e mata sessenta infiéis. Quantos infiéis ele mata por bala?"( SEIERSTAD,Asne,O livreiro de Cabul,2002,pag.66 e 67 ), este pequeno trecho retirado do livro nos mostra o horror que era os livros didáticos durante o regime Talibã, imaginem uma sala de aula lotada de meninos aprendendo a calcular o número de balas que foi usado para matar um infiel, crianças que não chegam a ter infância pois desde pequenas são preparadas para matar.Em outro trecho revoltante a autora conta a historia de uma jovem moça,vizinha da primeira esposa do livreiro, que foi vista pelo irmão conversando com um rapaz, o que é totalmente contra os princípios do alcorão, para reestabelecer a honra da familia primeiro a moça levou chibatadas no terreno do condominio para que os vizinhos vissem que ela estava sendo punida ( mostrar para os vizinhos que existe punição para integrantes da familia que cometem crimes graves no Afeganistão, é de extrema importância ) depois em reunião familiar ficou decidido que os irmãos deveriam mata - lá asfixiada para reestabelecer de vez a honra da familia, uma monstruosidade sem tamanho que por sua vez é totalmente respaldada pelas leis afegãs, que dizem que todos os crimes graves são passíveis de pena de morte.Outro exemplo de opressão sofrida pelas mulheres é a historia da irmã do livreiro que tinha cursos de especialização em inglês, mas era proibida de lecionar pelo livreiro ( que por ser o homem mais velho era quem tomava as decissões ),pois ele achava feio e desonroso uma mulher trabalhar num local onde haviam outros homens.
Dessa forma o livro segue numa sequência interessante e por vezes chocante de fatos que ocorrem numa região dominada por uma tradição de machismo e violência, que ao término do livro nos remete a uma pergunta sem resposta:
- Até onde o homem, enquanto ser humano racionalmente irracional, é capaz de chegar para manter viva suas tradições?

Ronaldo A. Oliveira 20/02/2011

sábado, 22 de janeiro de 2011

Apenas beije

Olá amigos!
Após um longo tempo sem postar nada retorno as postagens deixando hoje um poema bastante recente, mas que muito me agrada, espero que tambem apreciem.

APENAS BEIJE
Quer saber
como é o paraiso?
então beije
minha boca
Sinta ela
encostando devagar
em teus lábios
feche os olhos
e sinta
todos os meus
sentimentos
bonitos,
feios
e até
as minhas dores
entenda
todos os sentimentos
que percorrem
meu corpo
e respeite,
as minhas
lágrimas

Ronaldo A.Oliveira 17/01/2011

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Nunca botei os pés

Olá amigos!
Hoje vou postar um poema que significa muito para mim, apesar de parecer estranho ele é um grande desabafo, espero que gostem e entendam este desabafo.

NUNCA BOTEI OS PÉS
Nunca fui ao circo
e meu coração,
é um verdadeiro
palhaço triste
Tenho no rosto
uma felicidade
maquiada
e no circo,
nunca cheguei perto
Meu teto
é como lona,
me protege do Sol
e da chuva,
no circo...
não,
no circo eu nunca entrei
No meu dia a dia
sou como trapezista,
saltando
de um lado para o outro
sempre tentando
não cair
e no circo,
não...
nesse lugar
eu nunca botei os pés

Ronaldo A. Oliveira 11/06/2009

sábado, 9 de outubro de 2010

O amor é morto

Olá amigos!
Hoje trago mais um poema antigo que eu gosto bastante e ele tem uma questão interessante, que é o fato de ser dificil falar que ama, neste mundo cada vez mais violento.
Espero que gostem.

O AMOR É MORTO
A caneta,
solta ao vento
tenta escrever coisas lindas
para ti,
mas a palavra esta morta
O amor
é uma palavra morta
e no mundo hoje
só o que vive
é a violência,
a guerra,
a morte,
a corrupção
Paz,
é uma palavra
que tenta sobreviver
mas a paz é morta
porque o amor é morto
não há áz
sem o amor,
ambos estão mortos
e é isso que confunde - me
pois não sei
como dizer que te amo,
se a palavra amor
é morta

Ronaldo A. Oliveira 28/06/2005

Tiririca bem eleito!

Olá amigos!
Hoje não vou fazer um comentário ou postar um poema, hoje vou fazer uma espécie de protesto sobre a absurda eleição de um ser chamado de Tiririca, pois bem, ele foi eleito todos sabem da quantidade absurda de votos que ele recebeu a questão é,1º ele foi eleito como Tiririca mesmo e não como Francisco Everardo Oliveira Silva ou seja, os eleitores de São Paulo elegeram um personagem e não um candito,2º como toda campanha dele foi feita como Tiririca e nas urnas aparecia o Tiririca e não o Francisco Everardo eu me pergunto quem vai frequentar o congresso nacional como deputado o Tiririca ou o Francisco Everardo? 3° a questão do analfabetismo de Tiririca, a revista época de setembro touxe uma matéria sobre Tiririca e na revista mostra que em varios momentos da sua campanha quem lia os textos era seu filho pois Tiririca não sabe ler, a pergunta que fica nesse caso é a seguimte, Porque o TSE permitiu a candidatura de tal pessoa, sabendo que o mesmo é analfabeto?
Bom não sei mais o que dizer, na verdade fico muito irritado para dizer alguma coisa pois acho isso tudo muito absurdo e ridiculo, mas mesmo dentro de toda essa minha irritação cabe ainda outra pergunta, se o eleito foi o Tiririca e ele é um personagem, de quem deve ser cobrado o comprovante de alfabetização,dele ou do Francisco Everardo Oliveira Silva? E mais uma perguntinha para encerrar, se o povo elegeu o Tiririca ele vai frequentar o congresso nacional como Tiririca usando aquelas roupinhas ridiculas e falando como um retardado ou vai passar a usar terno e gravata e agir como Francisco Everardo?

Ronaldo A.Oliveira 10/10/2010

domingo, 3 de outubro de 2010

Ovinis num atlas

Olá amigos!
Hoje vou postar uma crônica que escrevi ha muito tempo, numa época que eu achei que era cronista e podia escrever coisas engraçadas como o Luis Fernando Verissimo ou o Frank Jorge, espero que gostem.

OVNIS NUM ATLAS
Resolvi fazer alguma coisa que prestasse, depois que percebi que estava ha mais de 2 horas procurando OVNIS no meu atlas geografico.
Percebi que estava enlouquecendo após passar horas procurando pela casa as vozes que havia ouvido e me certifiquei de que a casa estava realmente vazia.
Não pude explicar porque ouvi as vozes, não tive tempo, me deram um sedativo antes.
Porque será que me amarraram nesta maca?
Será que é porque procurava Et's num atlas ou porque pensei que o país era livre e eu podia desfilar totalmente nu pela esquina democrática.
Talvez eu seja louco mesmo por ainda acreditar nesta merda de país ou pior, talvez eu seja louco por não perceber que só no carnaval as pessoas podem desfilar peladas, pois se não for em época de carnaval é considerado atentado violento ao pudor.

Ronaldo A. Oliveira 08/09/2001

domingo, 19 de setembro de 2010

Beleza

Olá amigos!
Hoje trago mais um poema, um pouco antiguinho mas eu tenho um orgulho muito grande dele.Ele foi feito numa época muito criativa e diz muito, mesmo parecendo não dizer nada,espero que gostem.

BELEZA
É a beleza
que fere os sentidos do poeta
É a beleza
que deturpa e incomoda
É toda essa forma bela
que assassina - me aos poucos,
invadindo meus pensamentos,
meus sonhos,
meus versos
e até as paredes da minha casa
É a beleza
que atrapalha e assusta
Mas é a beleza
que é linda,
que alegra,
encanta
e vicia
Depois te joga
da cama
e ai,
é a beleza
que deturpa e incomoda

Ronaldo A.Oliveira 24/08/2005